| Eu, Erick Carvalho, declaro, sob as penas da lei e com o coração ainda vibrando em cada nota que ecoa em minha memória, que aos 12 anos de idade experimentei o despertar mais profundo e sagrado da minha existência.
Foi na escola, entre risos de amigos e corredores cheios de sonhos, que a música me encontrou. Um dia qualquer, uma melodia simples girou uma chave invisível dentro de mim – e tudo mudou. Despertou. Como se uma porta se abrisse para um universo que eu nem sabia que existia. Aquilo que nunca tinha visto, tocado ou imaginado tornou-se o centro da minha vida.
Comecei então a mergulhar: tons, escalas, técnicas, acordes que falavam mais que palavras. Cantei em igrejas onde a voz subia até o céu, em praças abertas onde o vento levava minha canção, em eventos onde cada aplauso era um abraço. Tudo nasceu de um incentivo – um empurrãozinho amigo, um som que ressoou no peito e nunca mais saiu.
A música me levou a faculdades, casamentos, palcos iluminados, shows lotados, eventos que marcaram épocas. Conheci pessoas fantásticas – almas que cantam junto, que choram junto, que acreditam junto. Ela transformou meu jeito de andar, de falar, de pensar. Mudou meu estilo de vida. Mudou meu mundo. Ou, quem sabe, mudou o mundo – pelo menos o que eu via, o que eu sentia, o que eu era.
Hoje, com a voz embargada e os olhos cheios d’água, afirmo com toda a força da alma: a música não foi apenas um dom – foi salvação. Ela me tirou do silêncio, me deu voz, me deu propósito. |
| Casa de shows e outros espaços de apresentação musical Comunitários,
Independentes e/ou Privados |
Centro Comunitário |
Centros religiosos (Igrejas, templos, terreiros, etc) |
Espaço Artístico e Cultural em/de Comunidades Indígenas |
Estúdio Audiovisual
|
Rua, parques e praças |